ALÔ VASQUINHO! CONTA AÍ A SUA HISTÓRIA...

Vamos relembrar dessa figurinha carimbada, o nosso querido Vasquinho. Eu só me lembro dele rindo. Embora nunca mais tenha me encontrado com ele, sempre tive notícias, pelos amigos comuns da Universidade Metodista de Piracicaba. 
Temos raízes históricas comuns, pois meu pai foi pastor em Manhuaçu, antes de ter nascido, mas conheci sua irmã Mirian e seu cunhado Elias Boaventura, um dos mais ilustres granberyenses do século XX, o famoso "Trombone". Foi meu ídolo, pela sua forma contundente de se pronunciar. Um revolucionário.










Eu peço para me mandar áudios contando a história de vida que eu vou dando forma. Mas, Vasquinho me mandou um texto muito bem elaborado, em função de sua vida universitária pregressa, e a assim me recusei a mexer.
Vamos ver as fotos. Aqui com a sua esposa Adelaide e netos.

Com os netos Henrique e Davi.

Em casa, curtindo a esposa Adelaide.

Agora entram também o filho Leonardo e sua nora Roberta.

Agora Felipe entra em cena.

E os filhos deste, Mateus e Samuel.




Samuel é o neto mais novo.

Quem se lembra de Wesley, irmão de Vasquinho? Wesley também estudou no Granbery e hoje é médico oftalmologista em Passos e professor da Universidade Federal em BH. Adelaide ao fundo. Grande Wesley! Claro que me lembro de você!

Vasquinho com a palavra:

Minha passagem pelo internato do Granbery 1964 e de 1967 a 1969 (incompleto), bem como parte da minha história até agora (27/01/2022).

1 – Introdução:

1.1 Família Ribeiro Campos:

1.1.1 – É muito importante pra mim, descrever um pouco sobre minha família pois a minha ida ao Granbery, de certa parte, ou muita, se deu devido à morte do meu pai, quando tinha 10 anos.
1.1.2 – Meu pai, chamava-se Amintas Campos, inicialmente tendo como profissão de comerciário e posteriormente gerente do antigo Banco Mineiro da Produção, absorvido pelo extinto Banco Nacional. Minha mãe, chamava-se Emiliana Ribeiro Campos (D. Mily), foi professora de educação física (naquele tempo), crente fervorosa, da Assembleia de Deus.
Somos 9 irmãos vivos, graças a Deus. Os cinco primeiros irmãos todos estudaram no Colégio Evangélico de Jequitibá. Havia internato masculino e feminino nos mesmos moldes do Granbery. Só que ali os ensinamentos fundamentavam através da Igreja Presbiteriana.
Entre esses irmãos a diferença de idade se dava a cada dois anos.
Depois de quatro anos eu iniciei a segunda leva de irmãos, com a diferença de dois anos entre os últimos quatro filhos.
Como relatei acima, com a morte do meu pai, tudo se tornou difícil, mas a minha mãe, com a sua fé inabalável, foi nos criando, onde os irmãos mais velhos foram nos ajudando em nossos estudos. Todos felizmente estudaram, conforme era o desejo de nossa mãe.
Eu inicialmente e depois meu irmão Wesley, estudamos no Granbery, com ajuda e indicação de cunhado, Elias Boaventura (já falecido), que também estudou no Granbery. 
1. 1 -Granbery:
1. Em 1964, com 15 anos cheguei ao Granbery para fazer o ginasial.
Fui como bolsista e devido a isso, fazia alguns serviços para pagar essa bolsa.
Trabalhei na portaria, em revezamento entre sábado e domingo, no período da manhã (6:00 h até as 14 h) ou no período da tarde (14 h às 22 h), quando chegava o Sr. Melecão).
Também em outras ocasiões anotava os fujões das assembleias diárias (quem não se lembra?.
Quando retornei em 1965, o meu irmão não havia renovado o pedido de bolsa, o que era obrigatório no Granbery. Como ele estudou no Colégio Evangélico, onde não havia a exigência de tal formalidade, pois lá entendiam que a renovação era automática, a não ser que no prazo indicado, se faria o cancelamento da vaga no internato.
Com isso retornei a Manhuaçú, onde fiquei até completar o 4º ginásio.
Retornei ao Granbery em 1967, para fazer o 1º. Científico, porém inicialmente fui morar na casa do Reverendo Teixeira, que foi Pastor da Igreja Metodista em Manhuaçú, Igreja esta que meu pai frequentava.
Foi criado um vínculo muito forte entre às duas famílias, mesmo depois do falecimento do meu pai e da saída deles de Manhuaçú.
Porém, com a transferência do Reverendo Teixeira (pai do Maurer, que estudou no Granbery, que jogou bola com alguns desses amigos do grupo), para BH, ele, conseguiu que eu ficasse interno no Granbery.
Nesse quase três anos de científico, era o único aluno interno matriculado nas turmas dos alunos externos, pois inicialmente fui matriculado como externo.
E foi muito bom essa convivência com os alunos externos, pois até hoje tenho um vínculo com algum deles, sendo o mais permanente o Campelo, que foi o capitão e titular absoluto na lateral direita do time principal do Granbery, onde jogamos juntos durante esse período. Hoje ele é um dos donos do Hospital Monte Sinai e da Faculdade de Medicina Suprema.
Mas no terceiro científico, querendo fazer cursinho para engenharia em outro local (o Granbery só tinha cursinho para medicina, sendo o professor Laurindo, responsável pelo cursinho, onde também foi professor do Granbery naquela ocasião), o Jairo Giron não permitiu que isso ocorresse e aí não tive outra alternativa.
Saí do Granbery e fui fazer o cursinho do Ricardo Musse, que havia associado ao Jesuítas, com os alunos matriculados n 3º. Científico.
Isso foi o maior desgosto por não me ter concluído e formado o científico no Granbery.
Mesmo assim mantive por um longo tempo ligado às coisas do Granbery enquanto morei em JF.
Quando cursei a faculdade de engenharia, fui convidado por um ano para dar aula matemática de reforço para alunos do científico. Experiência muito boa, o que também me ajudou na contagem de minha aposentadoria, com determinado privilégio (merecido para os professores.

1.2 Futebol no Granbery:

1. 2.1   – Como gostava de futebol naquela ocasião, e menos agora, logo que cheguei ao Granbery em 1965, fui “me enturmando” com os veteranos, creio eu, porque jogava bem (rss). Mas era somente aquela “peladinha “, perto da pré-escola (infantil?), onde comia solto as pancadas. Nessa época com 16 anos nem pensar jogar no time principal do Granbery, treinado pelo professor Ítalo Dacorso. 
CoComo naquela época o meu Vasco, era O VASCO, eu jogava com uma camisa do Vasco e como o início não sabiam o meu nome, começaram a me chamar de Vasquinho, o que acabou pegando.
SoSomente na segunda chegada ao Granbery em 1967, mais encorpado (ou menos magrinho), comecei a jogar no time principal do Granbery.
PoPorém, depois de ter faltado a uns treino, o professor Ítalo me cortou do time e não me deixou jogar mais, nem por ocasião das comemorações da semana Granberyense, pude jogar, mesmo tendo como treinador o professor Hélio. Mas durante as outras competições com outros times da cidade, principalmente da polícia, eu podia jogar.
PoPor outro lado, o Seu Zé Gasolina, um dos cozinheiros do Granbery, sempre me convidava para jogar no seu time nos finais de semana, lá no Princesa Isabel (nos quatros campinhos que existia lá perto da casa do Professor Júlio). Eram os famosos Festivais, que começavam às 8 h e ia até às 18 h, com vários times dos bairros da cidade. Lá o bicho pegava!!! Dava até confusão para ganhar a taça. Era sempre uma disputa em jogo único, pois havia muitos times pra jogar durante o dia. Cheguei a jogar no Brotinho, time famoso do Princesa Isabel. Também joguei no time do Margarida (esse era o nome do time-rss), cujo dono era....
CoCom isso, fiz grandes amizades fora do Granbery. Como jogava no time do Seu Zé Gasolina sempre ganhava um bifinho a mais nas refeições levados por ele, para ficar mais forte (rss).  
1.3 Ainda em Juiz de Fora:
1.3.1   Fora do Granbery, cursei por dois anos cursinho preparatório para engenharia civil, tenho um ano cursado química na UFJF. Como não gostei, fui me preparar para o vestibular. Morei em pensão e em várias repúblicas.
O meu irmão mais novo e mais estudioso, já estava cursando medicina quando passei no vestibular, em 1972. Nessa ocasião veio para JF uma irmã, fazer cursinho pra medicina e com isso a nossa mãe veio morar com nós três, ficando até a minha conclusão na faculdade no final de 1976.
 Nessa ocasião o meu irmão já estava fazendo residência em BH e minha irmã na faculdade de medicina.
 1.4 Piracicaba-SP:
1.4.1   Já formado fui procurar emprego em vários lugares, porém a situação econômica não era das melhores (como sempre).
Depois de certo tempo fui convidado a ir para Piracicaba pelo meu cunhado, Elias Boaventura, que era Vice-Reitor da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), recém criada, para tentar alguma coisa pra lá. Através dos contatos dele fui trabalhar em uma empresa de engenharia, mas como não pagaram o meu salário, em quatro meses saí de lá. Não foi praga, não !!!!
Como a instituição iria começar a construir o seu campus universitário em outro local, fui contratado para ser engenheiro da universidade. Fiquei lá de 1977 a 2006, quase trinta anos, passando por quatro reitores nessa ocasião, sendo um deles, o professor Almir de Souza Maia, que foi presidente do Conselho Diretor do Granbery, já citado pelo Cleber em nosso grupo.
Por quatro anos exerci a diretoria administrativa da Universidade, em um período em que diminuíram as nossas construções.
Participei como gerente do setor de engenharia da universidade na construção de dois campi universitários (Taquaral – Piracicaba e em Santa Bárbara do O’ Este – SP), desde a seu início e dois dele já existente, porém com ampliação de suas instalações (campus centro, com prédio de mais de 100 anos e o campus de Lins/SP).
De 2007 a 2012, trabalhei como autônomo na área de engenharia, devido aos meus conhecimentos e amizades com as pessoas da área.Me casei lá em Pira (como chamamos carinhosamente a cidade) em 1979 e fiquei viúvo em 2005. Tenho dois filhos desse casamento, sendo um dentista e outro com formação em comércio exterior, que trabalha na Caterpillar do Brasil, com sede em Piracicaba. Tenho quatro netos, sendo dois de cada filho, todos morando em Piracicaba. E todos homens.
1.5 Passos-MG:
1.5.1   Desde 2012, estou morando em Passos, cidade com aproximadamente 110 mil habitantes, próximo de Franca -SP (80 km) e Ribeirão Preto (150 Km) e distante de BH 380 Km.
Antes de morar em Passo morei por 4 meses em Brasília, por ter passado em concurso do MEC como engenheiro civil, para acompanhar as universidades federais de todo o Brasil, nas áreas de construções, reformas e ampliações.
Anteriormente havia passado em um concurso para ser engenheiro para avaliação de projetos da Vigilância Sanitária Estadual, aqui em Passos. Fui classificado em quarto lugar e era uma vaga só.  Vida que segue, fui pra Brasília.
Nessa ocasião, já namorava a minha esposa, Adelaide, desde 2009.
Quando estava voltando de uma inspeção no interior do estado do Rio de Janeiro, já quase dentro do avião, recebo uma ligação, dizendo que a vaga de Passos estava sendo oferecida a mim por ser o próximo da lista.
Mão de Deus em nossas vidas. Como sempre.
Em Passos já moravam três dos meus irmãos. Liguei para um deles, que disse de imediato, vem pra cá. Deixe tudo pra trás, aqui é perto de seus filhos e de seus irmãos.
Lá em Pira, morava em uma chácara com 3.300 m² e fui morar em Brasília um apertamento de 25 m². Rss.
Vim depressa, mesmo tendo gostado da cidade de Brasília, com as suas particularidades.
Me casei em 2013, com a Adelaide, que funcionária pública e micro empresária (possui uma loja de roupa), em sua cidade natal Fortaleza de Minas, próximo a Passos (20 Km).
Hoje continuo a trabalhar, mesmo aposentado pelo INSS e gostando do que faço, análises de projetos voltados para estabelecimentos sob a inspeção da Vigilância Sanitária, desde indústrias até consultórios odontológicos. Hospitais e estabelecimentos de alta complexidade são analisados pelo nível central em BH, na cidade administrativa.
É uma área totalmente diferente da área da construção civil, porém muito gratificante. Desde os colegas mais antigos aqui de Passos, na Vigilância Sanitária do Estado, da Superintendência Regional de Saúde, que é composto de 29 municípios da região, até a diretoria de vigilância em Infraestrutura (DVEF) em Belo Horizonte, me senti e me sinto em casa.
Aprender sempre é bom. Nunca quis me envolver na área da saúde, como alguns dos meus irmãos, porém hoje estou aqui analisando os projetos da área de saúde. Rss.
Para finalizar (ufa!), Passos é uma cidade bem estruturada, com alguns senões, como todas, tendo como um dos grandes benefícios localizada, próximo de cidades de São Paulo, próximo do lago de furnas e cercadas de cidades turísticas, tendo como carro chefe a cidade de Capitólio (recentemente envolvida pelo acidente em um dos canyon), da serra da canastra e do famoso queijo da canastra.

 

 

 

 

 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VAMOS COMEÇAR A REVER HISTÓRIAS

CADÊ O RICARDO VALENTE?

ASSOCIAÇÃO GRANBERYENSE COMEMORA O SEU ANIVERSÁRIO